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PERFUME DE MULHER - Soneto

Tu que tens os aromas e as cores Da beleza que invade meu querer Adornada em paisagens de amores Adentrando o oasis do meu ser....

domingo, 24 de outubro de 2010

N A T U R E Z A


Bem-vinda brisa suave
Tal como o vôo de uma ave
Que é tão bela de se vê
Ternura cândida, mágna
Passageira, leve, ávida
Luz do meu amanhacer.

Bem vindo raio de sol
Que me envolve em um lençol
Purificando o meu ser
Sem arestas e sem claves
Na liberdade das aves
Renovando meu viver

Altiva és, Natureza
Minha grande fortaleza
Caminho que me conduz
Sobre tudo és rainha
Em teu seio me aninhas
Teu encanto me seduz.

Salve poeta das flores
Dos encantos, dos amores
Cantadores de poemas
Salve centelha divina
Que renova, que ilumina
Entre tantas lindas cenas.

Ja reluz na minha íris
As cores do arco-íris
E o frescor da tenra bruma
E o mar que por si braveja
Reflete a sua beleza
Na brancura da espuma

Um colibri assustado
Parece estar ancorado
Em um pé de açaí
Imponente águia dourada
Das alturas adonada
Passa tambem por alí

Ao mirar tão belas cenas
Tão reais e tão serenas
Me sinto tão pequenino
Como é lindo esse lugar!
Então começo a sonhar,
Como se fosse um menino

Porem o dia se vai.
As plantas e os animais,
Cada um fica em seu canto
Sombrio manto da noite
Sinfonizando em açôites
Seu tenebroso acalando

Mas, eis que vem vindo a lua
Trazendo a brancura sua
E a magia toda dela
Nenhum pintor pintaria
Em tão perfeita harmonia
Uma paisagem tão bela

Segue-se o roteiro ágido
Com itinerário ináltido
A noite se distancia
Buscando a visão amena
Da nova brisa que acena
Sob a luz de um novo dia.

José Bento

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