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PERFUME DE MULHER - Soneto

Tu que tens os aromas e as cores Da beleza que invade meu querer Adornada em paisagens de amores Adentrando o oasis do meu ser....

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O MENDIGO


Muitas vezes reclamamos da vida, porque nem sempre conseguimos
algo que queremos. E esquecemos de agradecer a Deus pelo muito
que ja temos. Esquecemos que, por mais que soframos e por mais
necessidades que tenhamos, sempre haverá alguém que sofre mais
do que nós, e nunca é demais repartir um pouquinho daquilo que
temos com aqueles que não tem nada. Deus, certamente saberá
prover de acordo com a necessidade de cada um. O que voce vai ler,
não é uma fantasia, e sim, a dura realidade que acontece todos os dias.

O MENDIGO.

Então vem a noite
E com ela o cansaço.
Me sinto sem ar,
Sem paz, Sem calor
Sem lar, Sem abraço.


È o sonho sonhado
Que se distancia,
Presença constante
Na minha agonia.

Lembrança que invade
O meu pensamento
Que me tira o sono
Feito cão sem dono
Perdido no tempo.

É o dia que chega
É mais um tormento.
Preciso comer,
Mas não tenho o quê.

Saio á procura,
A pedir por aí
Fujo do cachoro
Que quer me morder.

Desvio dos carros,
Caio num buraco.
Estou muito fraco,
Preciso comer..

Enfim, uma casa,
Vou pedir comida.
O dono da casa
Não quiz nem saber.

Preciso seguir,
Vou pro viaduto
Me sinto sem forças
Mas preciso ir..

Me sento num canto,
No pé do pilar.
Muito cansado,
Eu adormeci.

Então acordei,
Num lugar estranho,
Já não sinto sede,
Cansaço nem fome.
Obrigado meu Deus,
Eu sei que morri.

José Bento

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