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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TRANSIÇÃO - Poema


Gostaria de agradecer de coração, a todos vocês que sempre
acompanham meus poemas e aproveito para pedir uma atenção
especial não só para este em particular, como  também para alguns
outros que foram escritos anteriormente, os quais podem parecer
um pouco difícil de compreender, como é o caso de MARÉ MORTA,
AS VOZES  DA POESIA, O MENDIGO E O RENASCER. Infelizmente, 

muitas pessoas gostam de ler,  mas não se dão ao trabalho de 
compreender, o que é uma grande pena, porque é justamente aí que 
se encontra toda a beleza de um poema. Por isso,  peço que procurem
ver não apenas o sentido vocabular da palavra,  mas sim, o que ela 
representa dentro do poema. Outra coisa também, por favor, 
não confundam  o personagem do poema com a minha pessoa,  pois 
eu apenas interpreto  uma situação que, pode estar presente na vida 
de muita gente. .Espero contar sempre com vocês, pois pra mim é um 
imenso prazer poder compartilhar, sempre que escrevo 
algo novo.  Um agrande abraço a todos.
Fiquem com Deus!
José Bento

T R A N S I Ç Ã O
Entre o mar e a solidão que me aflige
Posso ouvir o doce som dos coqueirais
Que se prendem com afinco nas raízes
E enfrentam o furor dos vendavais

Testemunhas oculares da verdade
Onde quer que ela esteja ou possa ir,
Que desdenham de quaisquer vicissitudes
Não se deixam abater por amiúdes
Nem se abalam com o que possa advir.

Um errante do destino é o que sou.
Pois nem mesmo sou capaz de um simples "ver"
Igualmente egoísta em meu querer
Pois é tanto o que recebo e nada dou.

Estou cego demais pra poder ver
Insensível demais para sentir
Estou cético demais pra permitir
Que um simples sorriso me altere
Afastando a treva que me fere
E dê luz ao meu próprio existir.

Ó Deus, Ó Mãe, ó tudo, salvem-me!
Pois a minha natureza se faz morta.
A visão do meu olhar está tão torta
Que não vejo nada mais que escuridão.

Dêem-me pois, só mais algumas
Das sementes que habitam  teu celeiro
Uma apenas das raízes do coqueiro
E um palmo de chão pra replantar.
E que eu colha os frutos da peleja.
E depois que isso tudo terminar
Se acaso quiserem me levar.
Estarei satisfeito, que assim seja!


José Bento.

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