Seguindo o blog

Postagem em destaque

PERFUME DE MULHER - Soneto

Tu que tens os aromas e as cores Da beleza que invade meu querer Adornada em paisagens de amores Adentrando o oasis do meu ser....

terça-feira, 15 de julho de 2014

A PORTA


Deixaram a porta aberta,
O vento, a porta bate,
A porta já está capenga,
Precisa de um arremate.

A porta já está torta
De tanto bate e rebate.
Escore a porta na pedra,
Assim, a porta não bate.

Atrás da porta há uma pedra
A pedra prende a porta.
Alguém retira a pedra,
Pra fechar a porta torta.

Alguém passa ali depressa,
Aberta a porta deixa
A pedra, é quem não se parte,
A porta, que não se mexa.

Ninguém passou pela porta.
Mas, na porta, alguém bateu.
Quem será, quem terá sido?
Eu juro que não fui eu.

O vento sopra com força,
Com força a porta bate.
Alguém reclama dizendo:
Assim, a porta se parte!


Produz um som de "putruco"
Quando bate no portal,
Abrindo, bate na pedra,
Faz um barulho infernal.

Fechada a porta estremece
No vento ela balanceia,
Se fica aberta ela bate
Voltando, ela "putruqueia"

De tanto bater, a porta
Estragou a estrutura.
Travado, o trinco não fecha,
Nem tão pouco a fechadura.

Deixaram a porta aberta,
Outra vez ela bateu.
Quem será, quem terá sido?
Eu só sei que não fui eu.

José Bento

Nenhum comentário:

Postar um comentário