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Tu que tens os aromas e as cores Da beleza que invade meu querer Adornada em paisagens de amores Adentrando o oasis do meu ser....

sábado, 4 de outubro de 2014

ÁGUAS QUE CANTAM



Quero entoar melodias 
em um modesto assobio,
ouvir as águas que cantam, 
águas que cantam nas pedras, 
nas pedras que estão no leito,
no leito onde corre o rio.

Ao longo das margens, pequenas enseadas,
deixam á mostra, na areia pálida,
rastros e riscos, marcas de pegadas.
Minúsculas ondas e pequenas praias,
formam uma dança, um vai-e-vem constante,
onde tudo se harmoniza e se completa.
como se o tempo houvesse parado
na doce magia de um breve instante.

Na outra margem, onde o rio é profundo,
o velho ingazeiro sobrevive.
Abrigando pássaros e outros animais,
é um exemplo vivo de resistência,
pois já conheceu muitas enchentes.
Alguns galhos caídos, pousados na água,
puxados pela correnteza,
dão sinais de lutas passadas.

Nas márgens do rio, há paz e harmonia
e pode-se ouvir o sussurrar do vento.
Pássaros gorjeiam, constroem seus ninhos,
e as águas são claras e cheias de vida.
O gado pastando, em meio á calmaria
e um tiziu saltitando na estaca.
Um céu de nuvens brancas, embaixo do azul,
completa a beleza da paisagem.

Quero entoar melodias
em um modesto assobio,
ouvir as águas que cantam,
águas que cantam nas pedras,
nas pedras que estão no leito,
no leito onde corre o rio.

José Bento

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